O Orçamento Familiar Ideal

Administrar as finanças familiares pode revelar-se uma tarefa muito exigente. Por isso, hoje queremos partilhar consigo a nossa perspetiva sobre o que consideramos ser um orçamento familiar equilibrado.
orçamento familiar
Administrar as finanças familiares pode revelar-se uma tarefa muito exigente. Por isso, hoje queremos partilhar consigo a nossa perspetiva sobre o que consideramos ser um orçamento familiar equilibrado.

 É fundamental que exista ‘’espaço’’ para aquilo que é absolutamente essencial, como a alimentação e os cuidados básicos de saúde. Mas também para tudo aquilo que nos proporciona prazer e bem-estar, como os momentos de lazer com a família e amigos.

Repare que nestas matérias não há certos nem errados. Por essa razão, o conceito de ‘’Orçamento Familiar Ideal’’ é muito relativo e depende da realidade de cada um.

Este é um modelo que pode utilizar para criar um fato à sua medida e à medida das necessidades da sua família. Faça pequenos ajustes e crie o seu orçamento familiar ideal.

 

Falar Sobre Dinheiro

À partida este tópico pode parecer-lhe absolutamente irrelevante. No entanto, é importante compreendermos que este é muitas vezes o primeiro erro das famílias – não falar sobre dinheiro! A falta de comunicação sobre este tema está na origem de conflitos familiares que podiam ser evitados, se fossemos capazes de compreender a importância de falar abertamente sobre dinheiro e de assumir a importância que o dinheiro tem na nossa vida.

É da máxima importância que os casais promovam entre si um diálogo aberto acerca deste tema, onde possam partilhar e discutir as suas perspetivas individuais acerca daquilo que consideram ser uma gestão equilibrada do orçamento familiar.  Esta partilha mútua vai contribuir para que ambos compreendam as prioridades financeiras de cada um e vai certamente facilitar a concretização de metas financeiras individuais e comuns.

Não nos esqueçamos que, muitas vezes, a falta de concordância dos elementos do casal em relação à forma como o outro gere o dinheiro comum, é muitas vezes apontada como a causa principal para a rutura do casamento. Por essa razão, é muito importante que se criem estratégias que permitam aos casais compatibilizarem possíveis divergências de entendimento em relação a este tema.

Acima de tudo temos de compreender que as estratégias que funcionam para uns, podem não ser as estratégias que funcionam connosco e em nenhuma circunstância devemos sentir-nos forçados a corresponder a determinados padrões sociais.

Há casais que entendem ser equilibrado ter apenas uma conta conjunta… Há casais que entendem ser equilibrado ter uma conta conjunta e cada um dos elementos do casal ter a sua conta pessoal….

O que é certo e o que é errado? Caberá naturalmente ao casal decidir.

 

A Regra 50/30/20

A regra dos 50/30/20 é uma estratégia muito conhecida que podemos aplicar à gestão do nosso orçamento familiar, sem prejuízo de fazermos pequenos ajustes e a adaptarmos à nossa realidade pessoal.

Segundo esta metodologia o nosso orçamento familiar mensal deve ser distribuído por três categorias, sendo que cada um destes números se refere a uma percentagem específica a destinar a cada uma delas. Se somados, vão resultar num total de 100%, que correspondem ao valor global do orçamento mensal líquido disponível.

Esta regra é formulada considerando três premissas:
  • A parte mais significativa do nosso orçamento deve ser canalizado para despesas essenciaisaté 50%

Podemos considerar despesas essenciais, nomeadamente, a prestação da casa, a renda, as contas da água, luz e gás, transportes públicos ou combustível, cuidados de saúde, entre outras.

  • Uma parte do nosso orçamento pode ser canalizado para despesas não essenciais – até 30%

Nesta categoria podemos considerar por exemplo despesas de restauração, cinema, livros, plataformas de streaming, férias, entre outras.

Lembre-se que começamos este artigo por dizer que tudo aquilo que não é essencial também deve ter um lugar próprio no nosso orçamento, nomeadamente, todos aqueles encargos que estejam relacionados com atividades de lazer. No entanto, se classificamos estas despesas como ‘’não essenciais’’, é porque são perfeitamente dispensáveis e, por isso, não podem ser a razão para criarmos uma falta equilíbrio no orçamento.

  • A terceira premissa no qual assenta esta regra é a de que a poupança é imprescindível. Cerca 1/5 do nosso orçamento mensal deve ser canalizado para poupança e investimento pelo menos 20%.

Não importa se 20% do seu orçamento correspondem a um valor que lhe pareça pouco razoável, o que importa verdadeiramente é a regularidade e a consistência com que o faz.

O ideal é que parte destes 20% também sejam canalizados para ativos financeiros que lhe possam gerar algum tipo de rentabilidade, mas sempre ajustados a um nível de risco compatível com o seu perfil. Para além disso considere sempre que o investimento em qualquer ativo financeiro exige que, em primeiro lugar, invista no seu conhecimento.

Ainda pode canalizar estes 20% para uma outra finalidade! Caso tenha alguma dívida, por exemplo um crédito ao consumo, também pode destinar uma parte deste valor para a amortização antecipada desse crédito ou de outros que possa ter contratado. Neste caso em particular, pode ter a perceção de que não está a aumentar o valor do seu património, mas a realidade é que pode poupar dezenas, centenas ou milhares de euros em juros a longo prazo.

 

A regra dos 50/30/20 foi criada para orientar as pessoas a criar um mecanismo que as ajudasse a poupar todos os meses de forma regular e a manter as suas finanças pessoais mais saudáveis.

O que acontece na maioria dos casos, é que acabamos por não priorizar a nossa poupança a longo prazo, nem atribuímos a importância devida à criação de uma situação financeira sólida e estável. 

Muitas vezes não estamos dispostos a abdicar de prazeres ou de experiências momentâneas em prol da nossa estabilidade financeira presente e futura, o que faz com que muitas vezes as nossas despesas não essenciais sejam manifestamente desadequadas face ao nosso nível de rendimento, o que nos impede de criarmos para nós próprios o equilíbrio financeiro que desejamos.

Agora, siga a nossa sugestão e adapte estas percentagens àquilo que lhe parecer mais adequado face à sua realidade em concreto.

Caso não seja o único responsável pela gestão do seu orçamento familiar, lembre-se sempre que o primeiro passo é harmonizar os entendimentos em relação à forma como o orçamento deve ser gerido. Não tome decisões sozinho(a) se não são da sua exclusiva responsabilidade.

 Explore: Simulador do Orçamento Familiar

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Por Catarina S. Gonçalves, Gestora de Crédito

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Catarina Gonçalves

Especialista em Crédito Habitação

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